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A convivência com o imprevisível

Poucas pessoas e organizações conduzem a gestão de crise e os processos gerenciados de mudanças de forma estruturada e eficaz

Mas será que já passou pela sua cabeça que a crise em si, por maior que seja, na vida pessoal ou no mundo corporativo, não é nenhum fim do mundo? Em geral, as crises acontecem sem hora marcada. Mas é necessário aproveitar a oportunidade que elas nos oferecem para nos desenvolvermos como indivíduos e como profissionais. Aliás, num processo gerido de mudanças, podemos até induzir situações de crise. Podemos criá-las. Por exemplo: quando o líder cria um falso problema para tirar sua equipe da zona de conforto.

Essa prática, entretanto, deve ser usada com cautela e responsabilidade. Caso contrário, o efeito colateral pode ser maior do que o resultado que se queria alcançar. Costumo afirmar que a comunicação é uma das principais ferramentas para que o processo ocorra com muita clareza. Ela deve ser direcionada às áreas e às pessoas que têm o poder de influir e de decidir no processo. Não adianta espalhar a informação, pois isso pode apenas agravar a crise. O melhor mesmo é reunir competências específicas para a gestão do processo. O gestor da crise deve ter agilidade de decisão, ser criativo, experiente e saber liderar as pessoas no caos.

Naturalmente, se você não reúne essas competências, a saída é cercar-se de especialistas que contribuam para você tomar decisões de forma acertada. No meu papel consultivo, uso muito o seguinte raciocínio: em certos casos, tenho certeza absoluta que domino muito o assunto, mais do que você, que pode ser o meu contratante. Ou seja, naquelas áreas nas quais eu me desenvolvi, contrate os meus serviços. Agora, tem outras áreas que eu não entendo nada. Então, tenho a humildade de reconhecer que, em algumas coisas, sou medíocre. Por isso busco ajuda e apoio.

Em uma negociação extremamente difícil, me sentia necessário para tomar as decisões. Mas isso não me impediu de buscar todo apoio que pudesse conseguir. No fundo, todos nós deveríamos aprender a conviver com o imprevisível. O mundo é inconstante. Achar que as coisas vão se normalizar de uma hora para outra é um tremendo engano. Mas ninguém quer falar dos problemas, nem pensar no que fazer se tudo der errado. Muitas empresas (e seus executivos) preferem fechar os olhos diante dos sinais de uma crise. Mas elas deveriam estabelecer uma estrutura com papéis e responsabilidades bem definidos. Assim como decidi ser o negociador, numa organização o papel de cada departamento deve ser determinado de forma a organizar as competências e os meios já existentes para o equacionamento efetivo da crise assim que ela der o primeiro sinal.

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