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Licenciamento social: parceria solidária

A parceria entre empresas e instituições sem fins lucrativos tem se tornado uma alternativa cada vez mais interessante no mundo dos negócios

Nesta união – conhecida como licenciamento social – todo mundo ganha…

Ganha a empresa, que une o seu produto a uma marca com credibilidade em ações sociais;
Ganha a instituição, que recebe porcentagem nas vendas do empreendimento que usa seu nome;
Ganham as pessoas, ou os projetos, que dependem desta instituição para sobreviver.

…e o mercado está aberto a este tipo de ação.

Uma pesquisa do Instituto Ethos revela que 60% dos brasileiros fiéis a uma marca estão dispostos a trocá-la por outra que tenha uma identificação social.

Para os empresários, esta é uma alternativa que merece ser avaliada.

11 coisas que você precisa saber antes de fazer uma doação

Fazer caridade não é simplesmente assinar um cheque e entregá-lo a uma entidade beneficente. Para que seu ato seja eficaz, é preciso participar.
Seriam os brasileiros pessoas generosas? A se fiar nas estatísticas disponíveis até o ano retrasado, nem tanto. Cada brasileiro que pagou imposto de renda desembolsou, em média, 23 reais por ano em doações. Nos Estados Unidos, são gastos 780 reais (650 dólares) com esse mesmo objetivo. Dados apresentados recentemente pela Kanitz & Associados, empresa de São Paulo, revelam, por exemplo, que 54% dos jovens brasileiros querem ser voluntários mas não sabem como começar. Os motivos são diversos. Em geral, as pessoas fazem doações ou contribuições por pressão do grupo, culpa, obrigação ou por prazer. Seja qual for o seu motivo, é preciso encarar o ato de caridade como um negócio, que envolve pesquisas prévias, definição de metas e acompanhamento dos resultados.
Mas fique atento. Nesse caso, o que se mede não são os resultados financeiros, mas sim os benefícios efetivos que poderão ser alcançados com o auxílio de sua contribuição. “É preciso mais racionalidade e menos emoção na hora de se fazer uma doação”, afirma Léo Voigt, vice-presidente do Gife, grupo de instituições, fundações e empresas, que reúne mais de 40 entidades filantrópicas brasileiras. “É muito fácil errar na área social.”

Para ajudá-lo a não errar na hora de doar, nós ouvimos especialistas do mercado e preparamos um roteiro. Veja os 11 itens mais importantes a serem considerados para que você não jogue seu dinheiro fora e realmente ajude a quem precisa.

Aprenda com os erros dos outros

Se você não tem experiência no assunto, vá com calma. Afinal, ninguém quer ver seu dinheiro escorrer pelo ralo. Primeiro, aproxime-se de quem já está habituado a fazer doações, como amigos, vizinhos ou representantes da comunidade. Aprenda como essas pessoas executam as contribuições. Tire suas dúvidas, peça dicas, questione, discuta vantagens e desvantagens.

Defina a área que mais precisa de sua ajuda

Você já pensou em ajudar crianças e adolescentes carentes? Ou, então, em contribuir com projetos de recuperação do meio ambiente? Que tal bancar parte do tratamento de doentes de câncer? Todas essas áreas precisam muito de ajuda, mas você deve escolher uma. Essa decisão é resultado de sua própria reflexão. Se optar por mais de uma área, tenha cuidado para não se perder em meio a vários projetos e objetivos diferentes.

Em que região deve estar localizada a entidade beneficiada?

O próximo passo é a escolha da área geográfica. Muitas pessoas preferem estar bem próximas das entidades que ajudam: a creche do bairro ou a entidade que abriga deficientes físicos da própria cidade. Nesse caso, há uma vantagem: você poderá verificar no dia-a-dia como suas contribuições serão aplicadas. Outras pessoas acreditam que projetos em outros estados, como as famílias atingidas pela seca no Nordeste ou a destruição da Floresta Amazônica, são mais importantes. Entidades locais ou não, a escolha é sua.

Monte uma lista das entidades candidatas à doação

Esta etapa é a mais trabalhosa. Apesar de já ter em mente o perfil da instituição que pretende apoiar, é preciso definir uma. Para isso, comece com um levantamento de todas as entidades que se enquadram nas características traçadas anteriormente. Se você não tem ideia, consulte as registradas nos conselhos municipal e estadual. São órgãos, compostos por representantes do governo e pela população, que acompanham e auxiliam o trabalho de algumas entidades beneficentes. Normalmente, eles têm um material amplo sobre as instituições e suas atividades. No caso de crianças, há o conselho da criança e do adolescente, que poderá oferecer informações. As associações de pais e amigos dos excepcionais podem ser uma referência para quem pretende ajudar esse grupo. Olhe também para as entidades especializadas nos sites:
www.melhores.com.br
www.gife.org.br

A visita às instituições pode ser fundamental para uma decisão correta

Depois da pesquisa, escolha duas ou três instituições que mais se adequam aos seus critérios e faça uma visita. Descubra qual é a essência do trabalho desenvolvido. Por exemplo, numa creche, os dirigentes não devem apenas dizer quantas crianças abrigam, mas como o fazem, quais os projetos para incrementar as atividades ou as metas para ampliação do prédio onde está localizada. Solicite também uma lista das pessoas que estão na linha de frente da entidade. Conheça melhor suas ideias e seus valores. Quanto mais você mantiver contato com essas pessoas, menos surpresas desagradáveis terá. Não tenha vergonha de pedir informações sobre as finanças da entidade. Pergunte se as contas são controladas por alguma auditoria periódica. Peça para dar uma olhada nos balanços. Se o trabalho for sério, a direção da entidade não terá problema algum em apresentar esses dados.

Desenvolva um trabalho em conjunto com a entidade

Definido o nome da instituição, é hora de você começar a trabalhar em parceria. Apresente um projeto por escrito para o qual seria destinada a doação. Um roteiro de como serão feitos os investimentos, qual o retorno que se espera do projeto, prazos, etc. Não crie expectativas irrealistas: lembre se que você não vai mudar o mundo. Em alguns casos, quando se sabe qual será o projeto beneficiado, é possível organizar um calendário de doações. Elas podem até ser realizadas em etapas e não de uma só vez. Além disso, ao ter em mãos um documento fica muito mais fácil cobrar depois.

Esteja atento aos resultados

Não pense que sua participação chegou ao fim. Se você desistir agora, pode pôr tudo a perder. Para qualquer doação ser eficaz, você precisa acompanhar os resultados. Para estar ligado, peça informes periódicos para a entidade. Dados como o número de pessoas beneficiadas pelo projeto, o que foi concluído e o que ainda falta. Dessa forma, você corre menos riscos de ver seu dinheiro aplicado em projetos ineficazes.

Você não é o dono da bola só porque fez uma contribuição à entidade

Tenha cuidado para não inverter os papéis. Não é porque você fez uma doação para determinada entidade que poderá entrar lá e comandar tudo do seu jeito. É preciso respeitar o trabalho da instituição e até ajudar com seu conhecimento ou experiência, mas sem tentar mudar o que já é realizado.

Há benefícios financeiros?

Os benefícios financeiros de se fazer uma doação são irrisórios. Não há um programa eficaz de estímulo à filantropia no país. Uma das exceções é a cultura. Qualquer pessoa pode ajudar o financiamento de um projeto cultural e ter esse valor deduzido até 6% (pessoa física) e 4% (pessoa jurídica) do imposto a pagar. No caso dos filmes, a dedução é de até 3%. Quem ultrapassa esses limites não tem restituição sobre o excedente. Além da cultura, as doações ao fundo da criança e do adolescente também contam com benefício fiscal. O limite da dedução do imposto é de 6% para pessoa física e 1% para pessoa jurídica.

Talvez você possa ser um sócio-contribuinte

Você não tem tempo para fazer tudo isso. Sua carga horária no trabalho e com as atividades em casa está totalmente tomada. Você não tem condições de acompanhar os resultados do projeto e nem manter um contato mais próximo com a entidade. Há ainda uma última saída. Você pode tornar-se sócio-contribuinte. Nesse caso, você escolhe a entidade e faz doações periódicas. Nos fundos dos conselhos municipais e estaduais ou da criança e do adolescente, por exemplo, a própria comunidade realiza a fiscalização periódica sobre o destino das verbas recebidas. Não há necessidade de um acompanhamento mais intenso.

Seja voluntário

Você pode ainda contribuir com entidades beneficentes sem fazer doações em dinheiro. Seja um voluntário. Para isso, aproveite seu conhecimento ou experiência em determinada atividade e ponha isso em prática. “O voluntário de hoje pode ser o doador de amanhã”, afirma Stephen Kanitz, da Kanitz & Associados. Se você não souber por onde começar, na internet (www.voluntarios.com.br) há uma lista de 2 000 entidades que precisam de seu trabalho. É só dar um clique no seu mouse e pôr a mão na massa.

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